Cuidados com Vanda (Christensonia) vietnamita

Vanda (Christensonia) vietnamica

Espécie única do género Christensonia, posteriormente incluída no género Vanda, Christensonia vietnamica foi inicialmente descoberta pelo botânico checo Jiri Haager durante uma expedição ao sul do Vietname. O género Christensonia foi criado em 1993 e nomeado em honra a Eric Christenson, pelas suas contribuições à pesquisa das espécies de Vandaceae da subtribo Aeridinae. A espécie Christensonia vietnamica partilha características comuns tanto com as espécies do género Aerides como com as do género Rhynchostylis. O sinónimo aceite para esta espécie é Vanda vietnamica (Haager) L.M.Gardiner 2012.

Christensonia vietnamica habita zonas baixas, a altitudes entre 100 e 700 m no sul do Vietname, em florestas de árvores de folhas caducas e áreas de silvopastagem, com clima quente.

Espécie com crescimento monopodial, apresenta um caule coberto por bainhas sobrepostas formadas na base das folhas semi-teretes, com disposição alternada e consistência dura, carnuda. Floresce durante o verão, em hastes axilares curtas, de aproximadamente 7 cm. As flores têm tamanho médio, cerca de 3,2 cm de diâmetro, sendo discretamente perfumadas, com notas cítricas ou frutadas.

Do ponto de vista das condições de crescimento, aproxima-se muito das ideais para o género Phalaenopsis, com intensidade de radiação luminosa de 15000 – 20000 lux, e uma humidade relativa de 65 – 80 %, com valores mais elevados (80%) no caso do cultivo em placas, ou mais baixos (65%) para cultivo em vasos. O meio de cultura ideal é a montagem em placas de casca ou cortiça.

Sendo uma espécie moderadamente termófila, preferem-se temperaturas de 22 – 28 ℃ para os valores diurnos e 16 – 20 ℃ para os noturnos.

Normalmente, as regas serão feitas a cada 5 – 7 dias ou com maior frequência, preferencialmente por imersão, permitindo que o substrato seque entre duas regas sucessivas. No caso do cultivo em vaso, a forma ideal de administrar a água é quando se observa que as raízes perdem a cor verde e ficam peroladas.

A fertilização será realizada ao longo de todo o ano, a cada 2 semanas, com fertilizantes equilibrados, com uma fórmula NPK do tipo 30 – 30 – 30, a 25 – 50% da dosagem recomendada pelo fabricante. Recomenda-se fertilizações mais diluídas e mais frequentes.

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